O dia seguiu normalmente até o fim da tarde, quando surgiram os primeiros sinais: tremores, palpitações, tontura e suor frio. Esses sintomas podem indicar um episódio de hipoglicemia1 — e, nesses momentos, saber como aumentar a glicose de forma rápida é essencial para evitar complicações.
A hipoglicemia é uma condição comum entre pessoas com diabetes, mas também pode afetar quem não tem a doença1.
Fatores como jejum prolongado, consumo excessivo de álcool e desequilíbrios no controle da glicose podem levar a uma queda nos níveis de açúcar no sangue1.
Segundo a pesquisa Vigitel 2023 (Vigilância de Fatores de Risco e Proteção para Doenças Crônicas por Inquérito Telefônico), 10,2% da população brasileira vive com diabetes — o que representa cerca de 20 milhões de pessoas2.
Como a hipoglicemia pode causar sintomas graves, como confusão mental, perda de consciência e até convulsões1, é essencial saber como agir, especialmente se você tem tendência a apresentar esse quadro.
Continue a leitura do artigo e saiba qual é o nível normal de glicose no sangue, quanto tempo após as refeições os níveis sobem e como aumentar a glicose baixa de forma segura.
Resumo
- A glicose é um carboidrato simples e atua como a principal fonte de energia para o organismo3.
- Os níveis normais de glicose no sangue variam entre 70 e 99 mg/dL em jejum e até 140 mg/dL após as refeições5.
- As principais causas da glicose baixa incluem: uso de medicamentos para diabetes, jejum prolongado e consumo excessivo de álcool6.
- Para aumentar a glicose de forma rápida e segura, recomenda-se consumir carboidratos de rápida absorção, como suco de frutas, refrigerante comum, mel ou doces simples6.
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Boa leitura!
O que é e qual a função da glicose no corpo?
A glicose é um tipo de carboidrato simples, essencial para o bom funcionamento do organismo. Trata-se de um composto orgânico que atua como principal fonte de energia para o organismo. Após a digestão, a glicose é transportada pelo sangue e sua entrada nas células é regulada pela insulina3.
Esse nutriente chega ao corpo por meio da alimentação, em diferentes formas3:
- monossacarídeos: glicose, frutose e galactose;
- dissacarídeos: lactose e sacarose;
- polissacarídeos: amido (presente em alimentos como arroz, batata e massas).
O organismo utiliza a glicose para gerar energia imediata. Quando há excesso, é armazenada no fígado e nos músculos sob a forma de glicogênio, utilizada em momentos de jejum ou de maior demanda energética3.
As principais fontes de carboidratos simples, que se transformam rapidamente em glicose, incluem4:
- açúcar refinado;
- arroz;
- doces;
- massas;
- pão branco;
- refrigerante.
Já os carboidratos complexos, que oferecem energia de forma mais gradual e são nutricionalmente mais ricos, estão presentes em4:
- arroz integral;
- aveia;
- frutas;
- grãos integrais;
- vegetais.
Qual é o nível normal de glicose?
O nível normal de glicose no sangue, também conhecido como glicemia, pode variar conforme o momento da medição5:
- Em jejum: entre 70 e 99 mg/dL;
- Após as refeições (glicemia pós-prandial): até 140 mg/dL.
A medição pode ser feita por meio de um glicosímetro caseiro ou por exame de sangue laboratorial5.
Em jejum, um resultado entre 100 e 125 mg/dL pode ser um sinal de resistência à insulina ou pré-diabetes. Acima de 126 mg/dL é indicativo de diabetes5.
Após as refeições (glicemia pós-prandial), os sinais de alerta são5:
- entre 140 e 199 mg/dL: pode indicar intolerância à insulina;
- acima de 200 mg/dL: caracteriza diabetes;
- abaixo de 70 mg/dL: indica hipoglicemia.
Pessoas com diabetes devem acompanhar os níveis de glicose com frequência para ajustar a alimentação, a medicação ou a dose de insulina, especialmente antes das refeições4.
Pessoas saudáveis costumam monitorar a glicemia por meio de exames de rotina ou quando apresentam sintomas de hipoglicemia ou hiperglicemia, como tontura, fraqueza e visão turva4.
Quais são as causas da glicose baixa?
A glicose baixa no sangue, conhecida como hipoglicemia, pode ter diversas causas. As mais comuns estão associadas ao uso de medicamentos para diabetes, jejum prolongado e consumo excessivo de álcool. Também há causas menos frequentes, como doenças renais e hepáticas, tumores pancreáticos e deficiências hormonais6.
Medicamentos
Tanto no diabetes tipo 1 — em que o corpo não produz insulina — quanto no tipo 2 — em que há resistência à ação da insulina —, pode haver acúmulo de glicose no sangue. Nesses casos, é necessário o uso de insulina ou de medicamentos para controlar os níveis de açúcar6.
Contudo, o uso inadequado desses medicamentos (em doses elevadas ou sem alimentação adequada) pode provocar uma queda excessiva da glicose no sangue e resultar em hipoglicemia6.
O risco também aumenta quando a pessoa realiza atividade física intensa sem ajustar a alimentação ou a medicação6.
Consumo excessivo de álcool
Em pessoas sem diabetes, a hipoglicemia é rara, mas pode ocorrer em quem consome álcool em excesso sem se alimentar6.
O álcool inibe a liberação de glicose pelo fígado — que normalmente disponibiliza o nutriente estocado na forma de glicogênio —, o que causa queda nos níveis de açúcar no sangue6.
Jejum prolongado
Durante o jejum, o corpo utiliza suas reservas de energia, incluindo gorduras e proteínas, para manter as funções vitais. Em pessoas saudáveis, esse estado normalmente não leva à hipoglicemia, mesmo com a prática de exercícios físicos intensos6.
No entanto, o jejum prolongado pode reduzir a glicose no sangue em pessoas com6:
- doenças hepáticas graves (como hepatite ou cirrose);
- infecções severas;
- doença renal ou cardíaca avançada;
- distúrbios alimentares como a anorexia nervosa, devido à desnutrição severa.
Outras causas
Algumas condições menos comuns também podem causar hipoglicemia6:
- insulinoma: trata-se de um tumor raro no pâncreas que estimula a produção excessiva de insulina, o que leva à queda dos níveis de glicose no sangue;
- distúrbios hormonais: alterações nas glândulas adrenais ou hipófise podem comprometer a produção de hormônios essenciais para a regulação da glicose, como o cortisol e o hormônio do crescimento, o que favorece episódios de hipoglicemia.
Como aumentar a glicose baixa de forma segura?
A maneira mais rápida e segura de aumentar a glicose baixa é consumir carboidratos de absorção imediata — alimentos e bebidas ricos em açúcar sem proteínas nem gorduras, que são rapidamente transformados em glicose pelo organismo. Boas opções incluem6:
- balas ou doces simples;
- mel;
- refrigerante comum (não diet);
- suco de frutas natural.
Após a normalização da glicemia, é importante fazer um lanche ou refeição completa, que inclua fontes de carboidratos complexos, proteínas e gorduras saudáveis6.
Essa estratégia evita novas quedas de açúcar no sangue e repõe os estoques de glicogênio no fígado e músculos6.
Importante: evite alimentos como chocolate, biscoitos recheados ou bebidas lácteas no tratamento imediato da hipoglicemia. Essas opções têm digestão mais lenta e contêm gorduras e aditivos, o que atrasa a absorção do açúcar e pode dificultar a recuperação rápida6.
Quanto tempo depois de comer a glicose aumenta?
Em média, os níveis de glicose no sangue aumentam cerca de 15 minutos após a ingestão de alimentos, especialmente se forem fontes de carboidratos de rápida absorção. Se, após esse tempo, a glicemia continuar abaixo de 70 mg/dL, recomenda-se6:
- consumir novamente um alimento ou bebida rica em açúcar;
- aguardar mais 15 minutos e verificar os níveis de glicose;
- repetir o processo até que a glicemia atinja um valor seguro (acima de 70 mg/dL).
Agora que você sabe quanto tempo depois de comer a glicose aumenta, confira as dicas para controlar a glicemia.
Como monitorar o nível de glicose?
Monitorar o nível de glicose no sangue é essencial para prevenir crises de hipoglicemia ou hiperglicemia, especialmente em pessoas com diabetes. As formas mais eficazes incluem6:
- fazer refeições regulares ao longo do dia;
- evitar longos períodos em jejum;
- utilizar corretamente a insulina e os medicamentos prescritos;
- usar um glicosímetro ou monitor contínuo de glicose para acompanhar as variações.
Além disso, é fundamental manter um acompanhamento médico regular, que possibilita ajustes no tratamento e orientações personalizadas conforme a evolução do quadro6.
Se você ainda não tem um diagnóstico, anote os sintomas, quando começaram e com que frequência ocorrem. Essas informações são valiosas para o médico fazer uma avaliação precisa6.
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