abstinência de cafeína

A abstinência de cafeína é um efeito colateral real para quem decide reduzir ou interromper o consumo da substância. Embora o aroma e o sabor das bebidas cafeinadas encantem milhões de pessoas todos os dias, a suspensão repentina pode desencadear sintomas incômodos — ainda que temporários1.

Em média, mais de 2,25 bilhões de xícaras de bebidas com cafeína são consumidas diariamente em todo o mundo2. Ou seja, milhões de pessoas ingerem cafeína com regularidade — e, ao reduzir drasticamente o consumo, podem sentir os efeitos da falta de cafeína no organismo.

Esses sintomas, no entanto, não indicam vício. Estudos mostram que a cafeína não provoca dependência química nos mesmos moldes de algumas substâncias, como a nicotina — conclusão também reconhecida pela Organização Mundial da Saúde1.

Continue a leitura para entender melhor os sintomas da abstinência de cafeína, o por que interromper o café pode causar dor de cabeça, quanto tempo duram os sinais de privação e o que fazer para atravessar essa fase com mais tranquilidade.

Resumo

  • A abstinência de cafeína é um conjunto de sintomas temporários que podem surgir quando o consumo da substância é reduzido ou interrompido de forma abrupta3.
  • Os principais sintomas incluem: dor de cabeça, sonolência, irritabilidade, náusea, vômito, fadiga e ansiedade5,8,9.
  • A duração da abstinência varia de dois a nove dias, e a melhor forma de evitar os sintomas é reduzir gradualmente o consumo7,10.

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Boa leitura!

O que é a abstinência de cafeína?

A abstinência de cafeína é caracterizada por um conjunto de sintomas temporários — como dor de cabeça, fadiga e falta de energia — que podem surgir quando pessoas habituadas ao uso regular da substância reduzem ou interrompem seu consumo de forma abrupta3.

Os sinais de privação variam de pessoa para pessoa, já que cada organismo reage de forma diferente a substâncias estimulantes3.

A cafeína, um composto químico encontrado naturalmente em algumas plantas, atua diretamente no sistema nervoso central. Embora o café seja sua principal fonte, também está presente em chás, refrigerantes, bebidas energéticas e suplementos alimentares líquidos3.

Um estudo com consumidores habituais de cafeína identificou que a interrupção no consumo pode diminuir o vigor, aumentar a fadiga e provocar sintomas como sonolência, queda na pressão arterial e bocejos frequentes4.

Esses efeitos, apesar de passageiros, podem surgir até mesmo quando uma pessoa deixa de tomar o café da manhã de costume — o que ajuda a explicar por que tanta gente mantém o hábito como parte essencial da rotina4.

Quais são os sintomas de abstinência de cafeína?

Os sintomas de abstinência de cafeína mais comuns incluem fadiga, sonolência, dor de cabeça, irritabilidade, ansiedade e, em alguns casos, náusea e vômito5,8,9.

A intensidade desses efeitos físicos e emocionais pode variar bastante — de leves incômodos a sintomas mais intensos — mesmo quando a interrupção envolve pequenas quantidades da substância5.

A seguir, veja um resumo dos principais sintomas que costumam surgir a curto prazo e entenda como o corpo reage à ausência da cafeína.

Sonolência

Sem o efeito estimulante da cafeína, o corpo deixa de receber o impulso habitual que o mantém em estado de alerta e energia. Como resultado, é comum sentir sonolência ao longo do dia5.

Esse sintoma também está diretamente ligado à ação da adenosina, que volta a atuar livremente nos receptores do cérebro, o que favorece o relaxamento e induz o sono5.

Irritabilidade

A irritabilidade é mais um sintoma comum da abstinência de cafeína. O sintoma acontece porque a substância estimula a liberação de dopamina, um neurotransmissor associado à sensação de prazer e bem-estar5.

Com a interrupção desse estímulo, é natural que o humor oscile e a pessoa se sinta mais impaciente ou mal-humorada do que o habitual5.

Náuseas e vômitos

Os sintomas gastrointestinais da abstinência de cafeína podem incluir náusea e, em casos mais intensos, vômito. Quando esses sinais aparecem, é importante manter uma boa hidratação para ajudar o organismo a se recuperar e minimizar o desconforto5.

Fadiga

A fadiga é um dos sintomas mais persistentes da abstinência de cafeína, que pode durar entre nove e dez dias. O efeito ocorre devido ao retorno da ação natural da adenosina no organismo8.

Sem a presença da cafeína, o neurotransmissor se liga livremente aos seus receptores e envia sinais de que o corpo precisa descansar — o que resulta em uma sensação intensa de cansaço8.

Ansiedade

A ansiedade é um sintoma tanto fisiológico quanto psicológico comum durante a abstinência de cafeína. Estudos indicam que indivíduos que consomem altas doses da substância regularmente têm níveis elevados de ansiedade e estresse quando interrompem abruptamente o consumo9.

Por que interromper o consumo de café dá dor de cabeça?

Durante a abstinência de cafeína, o corpo se torna mais sensível à adenosina, um neurotransmissor responsável por induzir o relaxamento e a sonolência5.

Quando a substância está presente no organismo, compete com a adenosina e ocupa seus receptores no cérebro. Com o uso contínuo, o corpo se adapta e aumenta o número desses receptadores5.

Ao interromper o consumo, a cafeína deixa de bloquear a ação da adenosina, que passa a se ligar livremente a todos os receptores disponíveis. Esse aumento na atividade pode ativar regiões do cérebro associadas à dor, o que desencadeia dores de cabeça e até enxaquecas6.

É por isso que, para muitas pessoas, o café dá dor de cabeça quando seu consumo é interrompido de forma repentina6. Estima-se que cerca de 50% dos consumidores regulares apresentam esse sintoma5.

Quanto tempo dura a abstinência de café?

Os sintomas da falta de cafeína podem durar, em média, de dois a nove dias. Geralmente, começam entre 12 e 24 horas após a última ingestão da substância e atingem o pico entre 20 e 51 horas7.

Agora que você sabe quanto tempo dura a abstinência de café, vale lembrar que esse período pode variar de pessoa para pessoa, conforme o nível de consumo e a sensibilidade individual3.

A boa notícia para quem quer tirar o café da rotina é que todos os sintomas tendem a desaparecer assim que o corpo se reajusta à ausência da substância3.

Como evitar a abstinência de cafeína?

A melhor forma de evitar os sintomas da abstinência de cafeína é reduzir o consumo gradualmente, especialmente se o objetivo for eliminá-la da rotina. Dessa forma, o organismo tem tempo para se adaptar à ausência do estímulo e minimizar os efeitos colaterais. Outras estratégias incluem10:

  • alivie os sintomas com medidas simples: em caso de dor de cabeça ou desconforto, use analgésicos de venda livre ou experimente soluções naturais, como compressas geladas ou massagem com óleo de hortelã-pimenta nas têmporas;
  • avalie seu consumo atual: faça um balanço da quantidade de cafeína ingerida diariamente e monte um plano para reduzi-la aos poucos até zerar;
  • cuide do sono: dormir o suficiente reduz o cansaço e ajuda o corpo a se recuperar com mais facilidade;
  • mantenha-se hidratado: beber bastante água ajuda a prevenir dores de cabeça associadas à desidratação;
  • substitua por versões descafeinadas: opte por café descafeinado, que ainda contém um pouco de cafeína, mas em quantidade bem menor.

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Conheça o autor

1. Cafeína e Dependência [Internet]. ABIC - Associação Brasileira da Indústria do Café. 2021. Disponível em: https://www.abic.com.br/tudo-de-cafe/cafeina-e-dependencia/. Acesso em junho/2025.


2. Tirone J. Consumo de café no mundo: hábitos, curiosidades e impactos no mercado global – Hedgepoint Global Markets [Internet]. 2025. Disponível em: https://hedgepointglobal.com/pt-br/blog/consumo-de-cafe-habitos-curiosidades-impactos/. Acesso em junho/2025.


3. Meredith SE, Juliano LM, Hughes JR, Griffiths RR. Caffeine Use Disorder: a Comprehensive Review and Research Agenda. Journal of Caffeine Research [Internet]. 2013 Sep 3;3(3):114–30. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/pmc/articles/PMC3777290/. Acesso em junho/2025.


4. Phillips-Bute B. Caffeine Withdrawal Symptoms Following Brief Caffeine Deprivation. Physiology & Behavior. 1997 Dec 31;63(1):35–9. Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/9402612/. Acesso em junho/2025.


5. Sajadi-Ernazarova KR, Hamilton RJ. Caffeine Withdrawal [Internet]. National Library of Medicine. StatPearls Publishing; 2023. Disponível em: https://www.ncbi.nlm.nih.gov/books/NBK430790/. Acesso em junho/2025.


6. Alstadhaug KB, Ofte HK, Müller KI, Andreou AP. Sudden Caffeine Withdrawal Triggers Migraine—A Randomized Controlled Trial. Frontiers in Neurology. 2020 Sep 10;11. Disponível em: https://www.frontiersin.org/journals/neurology/articles/10.3389/fneur.2020.01002/full. Acesso em junho/2025.


7. Temple JL, Ziegler AM, Martin C, de Wit H. Subjective Responses to Caffeine Are Influenced by Caffeine Dose, Sex, and Pubertal Stage. Journal of Caffeine Research. 2015 Dec;5(4):167–75. Disponível em: https://www.liebertpub.com/doi/10.1089/jcr.2015.0022. Acesso em junho/2025.


8. Jacobson KA, Gao Z, Matricon P, Eddy MT, Carlsson J. Adenosine A 2A receptor antagonists: from caffeine to selective non‐xanthines. British Journal of Pharmacology. 2020 Jun 19;179(14). Disponível em: https://pubmed.ncbi.nlm.nih.gov/32424811/. Acesso em junho/2025.


9. Jacobson KA, Gao Z, Matricon P, Eddy MT, Carlsson J. Adenosine A 2A receptor antagonists: from caffeine to selective non‐xanthines. British Journal of Pharmacology. 2020 Jun 19;179(14). Disponível em: https://www.cambridge.org/core/journals/public-health-nutrition/article/caffeine-dilemma-unraveling-the-intricate-relationship-between-caffeine-use-disorder-caffeine-withdrawal-symptoms-and-mental-wellbeing-in-adults/F9EA0906386A8CCDDDEF26DD99E759D0. Acesso em junho/2025.


10. Dealing With Caffeine Withdrawal [Internet]. Verywell Health. Disponível em: https://www.verywellhealth.com/caffeine-withdrawal-5212452. Acesso em junho/2025.


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