Você é daquelas pessoas que não começam o dia sem uma xícara de café ou não resistem a um refrigerante gelado? Embora sejam hábitos comuns, o consumo constante pode levar ao excesso de cafeína no organismo — problema que, se não for controlado, causa impactos negativos à saúde.
Embora o café seja a fonte mais popular, outras bebidas também contêm cafeína, como refrigerantes, chás, energéticos e até o guaraná1.
O problema começa quando o consumo diário dessas bebidas ultrapassa o limite recomendado. Ingerir mais de 400 mg de cafeína por dia pode trazer uma série de efeitos negativos para o organismo1.
Além disso, algumas pessoas têm uma sensibilidade maior à substância e podem apresentar reações mesmo com doses menores1. Por isso, é essencial estar atento e equilibrar a ingestão conforme as necessidades individuais.
Continue a leitura e descubra o que o excesso de cafeína pode causar no corpo, quais são os sintomas mais comuns e como ajustar o consumo para manter a saúde em dia.
Resumo
- A cafeína é uma substância estimulante natural do sistema nervoso central que alivia a fadiga e a sonolência, além de melhorar o desempenho físico2.
- Ao tomar muita cafeína, podem acontecer reações como ansiedade, insônia, desconfortos gastrointestinais, vício e fadiga3.
- Os sintomas graves do excesso de cafeína no organismo são: confusão mental, convulsões, dificuldade para respirar ou falta de ar e pressão alta repentina4.
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Boa leitura!
O que é cafeína e quais são seus efeitos no organismo?
A cafeína é um estimulante natural do sistema nervoso central e uma das substâncias psicoativas mais consumidas no mundo2.
Embora seja mais conhecida por estar presente no café, a substância é encontrada naturalmente em chás (como o preto, o verde e o mate), grãos de cacau e, de forma adicionada, em refrigerantes e bebidas energéticas2.
Quando consumida com moderação, a cafeína pode aliviar a fadiga e a sonolência, além de melhorar o desempenho físico — especialmente em atividades de resistência. Entre seus principais efeitos no organismo, destacam-se2:
- estímulo ao sistema nervoso central: pode aumentar a atenção, o foco e a sensação de disposição;
- aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial: eleva temporariamente os batimentos cardíacos e os níveis de energia;
- efeito diurético: estimula a produção de urina, o que pode aumentar a sede em algumas pessoas;
- alterações no sono: por ser estimulante, seu consumo à noite pode prejudicar a qualidade do sono;
- mudanças de humor: a cafeína pode gerar maior estado de alerta, sensação de energia e, em algumas pessoas, ansiedade — conforme a sensibilidade individual.
Com o uso frequente, o corpo pode desenvolver tolerância à cafeína, o que exige doses maiores para obter os mesmos efeitos. Fatores como idade, peso, metabolismo e estado de saúde também influenciam na forma como cada pessoa reage à substância2.
Por isso, se você deseja reduzir o consumo, a melhor estratégia é fazer a transição de forma gradual, pois permite que o corpo se adapte sem sintomas de abstinência2.
O que acontece se tomar muita cafeína?
Quando o consumo ultrapassa os limites saudáveis, os efeitos estimulantes da substância podem se intensificar de forma indesejada. Em vez de melhorar a disposição, o excesso pode causar reações adversas e comprometer o bem-estar. A seguir, entenda o que acontece se tomar muita cafeína.
1. Ansiedade
A cafeína aumenta o estado de alerta ao bloquear a ação da adenosina, neurotransmissor responsável pela sensação de cansaço. Também estimula a liberação de adrenalina, o que contribui para um pico de energia3.
No entanto, o consumo em excesso de cafeína — especialmente acima de 1.000 mg por dia — pode se transformar em nervosismo, irritabilidade e ansiedade intensa, principalmente em pessoas mais sensíveis3.
2. Insônia
Embora seja usada por muitos para “espantar o sono”, a cafeína pode interferir negativamente na qualidade do descanso reparador. Doses elevadas reduzem o tempo total de sono e aumentam a dificuldade para adormecer, mesmo quando consumidas horas antes de dormir3.
3. Alterações gastrointestinais
A cafeína estimula a liberação de gastrina, hormônio que acelera a atividade do intestino, o que explica seu efeito laxante leve. Porém, o excesso pode causar desconfortos gastrointestinais como fezes moles, cólicas e até episódios de diarreia3.
4. Vício
Embora não cause dependência química nos mesmos moldes de drogas ilícitas, o consumo frequente e em excesso de cafeína pode levar a um quadro de dependência física ou psicológica3.
A pessoa sente a necessidade de manter o consumo para se sentir alerta, e a interrupção pode causar sintomas como dor de cabeça, irritabilidade e cansaço3.
5. Fadiga
Curiosamente, o efeito do excesso de cafeína pode ser o oposto do esperado. Após o pico de energia, muitas pessoas experimentam uma fadiga de rebote, sentindo-se mais cansadas do que antes3.
Estudos mostram que, após os efeitos iniciais, há uma queda nos níveis de energia, o que pode prejudicar o desempenho ao longo do dia3.
Para aproveitar os benefícios da cafeína sem sofrer com seus efeitos colaterais, o ideal é manter o consumo moderado e ajustado ao nível de tolerância individual. Assim, é possível continuar com a disposição e a energia, sem comprometer sua saúde3.
Quais são os sintomas do excesso de cafeína?
Os sintomas do excesso de cafeína podem variar de leves a mais intensos, o que depende da quantidade ingerida e da sensibilidade individual. Entre os sinais mais comuns, estão4:
- ansiedade;
- aumento da frequência cardíaca;
- sede intensa;
- diarreia;
- dificuldade para dormir;
- dor de cabeça;
- nervosismo ou agitação;
- palpitações;
- escapes urinários.
Já em casos mais graves, que indicam uma possível overdose de cafeína, os sintomas podem incluir4:
- confusão mental;
- convulsões;
- dificuldade para respirar ou falta de ar;
- espasmos musculares;
- náuseas e vômitos;
- aumento súbito da pressão arterial.
Estar atento aos sintomas do excesso de cafeína é fundamental, pois podem indicar que o consumo da substância está fora do controle e se tornou um hábito prejudicial4.
Nesses casos, é necessário um esforço consciente para reduzir gradualmente a ingestão e reequilibrar a rotina4.
O que o excesso de cafeína pode causar?
O excesso de cafeína pode causar uma série de problemas à saúde, desde alterações cardiovasculares até distúrbios musculares graves. Entre os efeitos mais preocupantes estão a hipertensão, as arritmias cardíacas e, em casos mais raros, a rabdomiólise3,5.
Entenda como o consumo exagerado dessa substância pode impactar o organismo:
6. Hipertensão
A cafeína estimula o sistema nervoso central e, consequentemente, pode provocar um aumento temporário da pressão arterial3.
Em pessoas predispostas ou com diagnóstico de hipertensão, esse efeito pode ser ainda mais acentuado, o que eleva o risco de problemas como infarto e AVC. Por isso, é essencial monitorar tanto a quantidade quanto o horário do consumo3.
7. Alterações no ritmo cardíaco
Altas doses de cafeína podem causar arritmias, ou seja, mudanças no ritmo ou na frequência dos batimentos cardíacos3.
Esse é um sinal claro de que o corpo está reagindo ao excesso da substância, e serve de alerta para a necessidade de reduzir a ingestão3.
8. Rabdomiólise
A rabdomiólise é uma condição rara, mas grave, caracterizada pela liberação de fibras musculares danificadas na corrente sanguínea. Essa reação pode levar à insuficiência renal e a outros problemas sérios5.
Embora a doença seja incomum, estudos apontam que o consumo em excesso de cafeína — especialmente em suplementos ou bebidas muito concentradas — pode estar associado ao surgimento desse quadro5.
Como equilibrar o consumo de cafeína?
Manter o consumo diário de cafeína dentro de limites seguros — até 400 mg por dia — é a melhor forma de evitar os efeitos negativos no organismo. Pode parecer simples, mas muitos alimentos e bebidas do dia a dia contêm a substância em sua composição4.
Por isso, é importante verificar os rótulos nutricionais e a lista de ingredientes dos produtos para identificar a presença de cafeína e suas quantidades4.
Outra dica prática é limitar o número de xícaras de café consumidas ao longo do dia e estabelecer um horário limite — preferencialmente no início da tarde — para evitar impactos no sono4.
A cafeína tem uma meia-vida média de quatro a seis horas, ou seja, esse é o tempo que o corpo leva para eliminar metade da substância ingerida. Com uma boa programação, é possível aproveitar seus benefícios sem correr o risco de exageros4.
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