Os anti-histamínicos, como o maleato de mepiramina (ou pirilamina), são usados há muitos anos. Atualmente, são um dos medicamentos mais prescritos mundialmente ¹.
De acordo com o White Paper on Allergy (WAO), houve um aumento de doenças alérgicas no mundo que geraram um maior consumo de anti-histamínicos ¹.
A rinite alérgica, por exemplo, afeta cerca de 10 a 30% dos adultos e 40% das crianças. E o seu controle se deu devido ao consumo de antialérgicos ¹.
Por existirem diversos tipos de substâncias que atuam contra os efeitos da alergia, é necessário entender sua eficácia, segurança, indicações de uso, benefícios e cuidados ¹.
Sem perder isso de vista, confira neste post o que é e para que serve maleato de mepiramina no Engov.
Nos parágrafos seguintes, descubra também os benefícios, os cuidados ao usar e se maleato de mepiramina dá sono?
Resumo
- O maleato de mepiramina é um anti-histamínico que bloqueia os efeitos da histamina, substância envolvida em reações alérgicas. Ajuda a aliviar sintomas, como náusea, mal-estar e desconfortos associados, sendo comum em formulações voltadas ao alívio de ressaca 1, 3.
- Ao bloquear receptores H1 de histamina, o medicamento reduz respostas alérgicas e efeitos, como náusea e tontura, diminui a excitabilidade do sistema nervoso central e contribui para a sensação de alívio e bem-estar geral 1, 3.
- A substância ajuda a reduzir náuseas, tontura e mal-estar, especialmente em episódios de ressaca. Seu efeito anti-histamínico também pode suavizar reações inflamatórias leves, proporcionando mais conforto e contribuindo para a recuperação do organismo após excessos 1, 3.
- No Engov, o maleato de mepiramina serve para que o indivíduo controle náuseas, tontura e mal-estar associados à ressaca. Além disso, atua em conjunto com outros componentes para aliviar sintomas gerais, contribuindo para uma melhora mais rápida do desconforto após o consumo excessivo de álcool ².
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O que é maleato de mepiramina?
Também chamado de maleato de pirilamina, é uma substância que tem ação anti-histamínica, agindo contra os sintomas provocados por reações alérgicas. Esse ativo é um derivado etilenodiamino e, desde sua descoberta em 1944, é considerado um dos produtos mais específicos e eficazes de sua categoria 2, 3.
Antes de continuar a leitura, é fundamental entender o que é a histamina, substância combatida por esses medicamentos anti-histamínicos e que pertence à classe dos autacoides, que são elementos naturais do organismo ³.
A histamina participa de diversas funções do corpo, como 1-3:
- estímulo do músculo liso intestinal, das vias aéreas e da contração cardíaca;
- mediação da reação de hipersensibilidade imediata e resposta inflamatória aguda do organismo;
- regulação da secreção gástrica;
- liberação de neurotransmissores nos sistemas nervoso central e periférico, que influencia o ciclo sono-vigília, a memória, a aprendizagem, os comportamentos motores e sexuais e a ingestão de alimentos e líquidos.
Logo, é importante para o organismo. Porém, quando em alta concentração, há o aparecimento de alergias e inflamações locais com manifestações cutâneas, por exemplo ³.
Para que serve o maleato de mepiramina?
Atua no alívio de manifestações alérgicas ao bloquear, de forma seletiva e reversível, os receptores H1 da histamina, substância envolvida nessas reações. Pode estar presente em medicamentos de uso oral ou em formulações tópicas, contribuindo para reduzir sintomas, como coceira, vermelhidão, inchaço e outros desconfortos associados a processos alérgicos ³.
Qual o mecanismo de ação?
Os anti-histamínicos agem de três formas diferentes no organismo: bloqueiam os receptores H1 de modo reversível, seletivo ou competitivo. O maleato de mepiramina atua competitivamente por ter uma estrutura semelhante à da histamina. Ou seja, é ligado aos receptores para inibir a ação excessiva da histamina no corpo 2, 3.
O mecanismo de ação desse princípio ativo sobre os receptores de histamina é considerado um dos mais específicos. Ao agir competitivamente e se associar aos H1, essa substância não evita a liberação de histamina no corpo, mas impede sua atividade ³.
A histamina está presente em quase todos os tecidos, principalmente na pele e nas mucosas do intestino e dos brônquios, participando de diversos processos fisiológicos importantes do organismo e reações alérgicas e secundárias ³.
O modo como um anti-histamínico atua no corpo varia de acordo com vários critérios, como seu tipo de mecanismo de ação e efeito sedativo maior ou menor ³.
Como a histamina atua nas reações alérgicas?
É liberada por mastócitos e basófilos (células do sistema imunológico) quando o organismo entra em contato com alérgenos, como poeira ou pólen. Ao se ligar aos receptores H1, provoca vasodilatação, aumento da permeabilidade vascular e estímulo de terminações nervosas, resultando em coceira, vermelhidão, inchaço, coriza ou espirros frequentes 1, 3.
O estímulo da histamina RH1 acarreta sintomas de alergia. No caso da rinite alérgica, por exemplo, os sintomas causados são espirros, corrimento nasal, obstrução nasal e coceira no nariz ².
Já na urticária, é comum aparecer coceira, pápula (lesão pequena na pele), erupções cutâneas e/ou angioedema (inchaço do tecido subcutâneo que afeta o rosto e a garganta) ².
A primeira molécula (radioligante) que identificou o receptor RH1 foi a mepiramina. A histamina, neste receptor, gera a chamada resposta tripla de Lewis, causando os sintomas alérgicos ²:
- eritema central: vasodilatação das arteríolas que geram vermelhidão na pele e queda da pressão arterial;
- edema: inchaço gerado pelo aumento de fluidos e proteínas plasmáticas;
- eritema periférico com palidez central: a coceira, que é causada pelo estímulo de determinadas células nervosas.
Os anti-histamínicos, como o maleato de mepiramina, contribuem para o alívio e/ou inibição dos efeitos gerados pelo excesso de histamina no organismo ².
Quais são os benefícios do maleato de mepiramina?
Os pontos positivos desse princípio ativo são 2, 3:
- atua rapidamente no controle de sintomas alérgicos leves, proporcionando alívio perceptível em curto intervalo;
- contribui para reduzir náuseas e mal-estar, sendo útil em situações, como ressaca ou desconfortos digestivos ocasionais;
- potencializa o efeito de fórmulas combinadas, ampliando o alcance terapêutico no controle de diferentes sintomas;
- apresenta versatilidade de uso, podendo integrar medicamentos orais ou tópicos conforme a necessidade clínica.
Apesar desses benefícios, o uso pode estar associado a algumas reações indesejadas que variam conforme o organismo e a dose utilizada 2, 3.
Conhecer esses possíveis efeitos é essencial para uma utilização mais segura e consciente, especialmente em tratamentos recorrentes ou combinados com outras substâncias 2, 3.
Quais são os efeitos colaterais?
Essa substância pode causar ³:
- sonolência e redução do estado de alerta, afetando atividades que exigem atenção contínua;
- boca seca e visão turva, devido ao efeito anticolinérgico;
- constipação e dificuldade para urinar, sobretudo em pessoas sensíveis a essas reações;
- tontura, confusão leve ou palpitações, especialmente em doses mais elevadas ou uso combinado.
Por isso, o ideal é sempre seguir a recomendação de uso e, caso haja efeitos colaterais, suspender o tratamento ou reajustar a dose de acordo com orientação médica ³.
Maleato de mepiramina dá sono?
Pode provocar sonolência ao atuar no sistema nervoso central, já que atravessa a barreira hematoencefálica e bloqueia receptores de histamina ligados ao estado de alerta. Esse efeito varia entre pessoas, mas é mais evidente em doses maiores ou em indivíduos mais sensíveis à ação sedativa 1, 3.
Na prática, esse efeito pode se manifestar como cansaço ao longo do dia, dificuldade de concentração ou sensação de relaxamento excessivo 1, 3.
Após o uso, recomenda-se evitar dirigir ou realizar tarefas que exijam atenção, especialmente se houver consumo simultâneo de álcool ou outros medicamentos sedativos 1, 3.
Para que serve maleato de mepiramina no Engov?
A substância exerce papel estratégico ao atuar como anti-histamínico e antiemético, contribuindo para reduzir reações desencadeadas pelo álcool no organismo. Ao bloquear receptores H1, o maleato de mepiramina diminui a resposta inflamatória e ajuda a controlar sintomas desagradáveis que surgem após o consumo excessivo, favorecendo o conforto geral 1, 2.
Também reduz a sensibilidade de mucosas irritadas, especialmente na garganta e no estômago, frequentemente afetadas pelo álcool. Essa ação contribui para aliviar desconfortos locais, como ardor e irritação, que podem intensificar a sensação de mal-estar típica do dia seguinte 1, 2.
Além disso, auxilia no controle de náuseas e vômitos ao atuar diretamente em vias relacionadas ao reflexo emético. Esse efeito complementa a ação de outros componentes da fórmula, promovendo um alívio mais completo dos sintomas associados à ressaca e facilitando a recuperação do organismo 1, 2.
Posso tomar Engov antes de dormir?
Não é indicado usar como forma de prevenção. Você pode tomar Engov antes de dormir quando os sintomas começarem a aparecer, como dor de cabeça, azia ou mal-estar, seguindo sempre a orientação da bula. Porém, é importante não ingerir o medicamento enquanto houver álcool no estômago ².
O ideal é encerrar o consumo de bebidas, aguardar um intervalo e priorizar a hidratação com água antes de dormir, reduzindo riscos e favorecendo a recuperação do organismo 2, 3.
FAQ - Dúvidas frequentes sobre maleato de mepiramina
Existem interações medicamentosas relevantes com essa substância?
Pode potencializar efeitos sedativos quando combinado com álcool, ansiolíticos, antidepressivos ou outros anti-histamínicos. Também pode interagir com medicamentos anticolinérgicos, aumentando risco de boca seca, retenção urinária e constipação. Avaliar o uso concomitante com orientação profissional reduz chances de efeitos adversos e melhora a segurança terapêutica 1, 3.
Há restrições de uso para grupos específicos de pessoas?
Exige cautela em idosos, devido à maior sensibilidade a efeitos sedativos e anticolinérgicos do medicamento. Pessoas com glaucoma, hipertrofia prostática ou distúrbios urinários podem apresentar agravamento dos sintomas. Ademais, gestantes e lactantes devem utilizar apenas com orientação médica, considerando os riscos e os benefícios envolvidos no tratamento 1-3.
Pode causar efeitos colaterais além da sonolência?
Devido ao efeito anticolinérgico, esse ativo pode causar boca seca, visão turva, constipação e retenção urinária. Em alguns casos, surgem tontura, confusão mental ou palpitações, principalmente em doses elevadas. A intensidade dos efeitos colaterais varia conforme o organismo e a presença de outras condições clínicas associadas 1-3.
Como o tempo de ação influencia sua eficácia nos sintomas?
O princípio ativo apresenta início de ação relativamente rápido, contribuindo para alívio no curto prazo de náuseas e mal-estar. A duração moderada permite controle dos sintomas por algumas horas, mas pode exigir nova administração conforme orientação profissional, especialmente quando os efeitos desencadeantes persistem no organismo 1-3.
Engov Comprimido alivia os sintomas da ressaca?
Sim, Engov contém ativos, como o maleato de mepiramina, que ajudam a reduzir dor de cabeça, náuseas, queimação e outros desconfortos comuns após o consumo de álcool. A fórmula também inclui componentes com leve efeito estimulante, contribuindo para melhorar a disposição e favorecer a recuperação do bem-estar geral ².
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Engov. maleato de mepiramina, hidróxido de alumínio, ácido acetilsalicílico e cafeína. Indicação: alívio dos sintomas de dores de cabeça e alergias. MS 1.7817.0093. ESSE MEDICAMENTO É CONTRAINDICADO EM CASOS DE SUSPEITA DE DENGUE. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Abril/2026.
Sobre o autor
Dr. Márcio de Queiroz Elias
Trabalha na indústria Farmacêutica desde os anos 2000, vindo a atuar nas áreas de Saúde Feminina, Consumer Health, Clínica Geral, Pediatria, Dor e Inflamação, Reumatologia, Similares e genéricos.
1. Fasano, Pablo A. Antihistamínicos Parte 1 - Historia y características de los receptores histaminérgicos. ARCHIVOS DE ALERGIA E INMUNOLOGÍA CLÍNICA 44.2 (2013): 39-47.
2. Bula do produto Engov.
3. Vieira, Luciane Cristina. Comparação da atividade anti-histamínica da clemastina e da pirilamina em íleo de Cavia porcelus (cobaio). (2005).
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