Sentir azia na gravidez não é incomum e esse desconforto aparece em diferentes situações: depois de uma refeição, ao se deitar para descansar ou até no meio da noite, interrompendo o sono 1,2.
A sensação de queimação incomoda, preocupa e, muitas vezes, pega de surpresa, principalmente no caso das mulheres que nunca tiveram esse tipo de sintoma antes 1,2.
Com tantas mudanças acontecendo, é natural sentir que o corpo não está como antes. O crescimento da barriga, as alterações hormonais e até a forma como o organismo processa os alimentos influenciam diretamente esse quadro, que pode se tornar frequente ao longo da gestação 1,2.
Porém, existem formas seguras de lidar com o desconforto. Neste artigo, entenda as causas, os principais gatilhos e, principalmente, como aliviar a azia na gravidez com segurança para você e para o seu bebê. Boa leitura!
Resumo
- Azia é a sensação de queimação no peito que ocorre devido ao retorno do conteúdo ácido ao esôfago, comum durante a gestação 2.
- Alterações hormonais, crescimento do útero e relaxamento do esfíncter esofagiano favorecem o refluxo e intensificam os sintomas ao longo da gestação 2,3.
- O uso de antiácidos com orientação médica, aliado a mudanças na alimentação e hábitos saudáveis, ajuda a aliviar os episódios de queimação 1.
- Medidas preventivas, como evitar alimentos gordurosos, fracionar refeições e reduzir bebidas irritantes, contribuem para diminuir a frequência dos sintomas 4-6.
- Muitas mulheres se perguntam se grávida pode tomar Engov, mas o medicamento não é indicado durante a gestação devido à presença de cafeína na fórmula 7.
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O que é a azia na gravidez?
É a sensação de queimação no centro do peito que pode subir até a garganta, comum durante a gestação. O sintoma ocorre quando o ácido do estômago retorna ao esôfago, com ou sem refluxo, e pode causar desconforto frequente ao longo desse período, especialmente após as refeições 2.
Entretanto, episódios de má digestão e condições gastrointestinais, como a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE), também podem provocar essa queimação 2.
A alimentação costuma ser um dos principais gatilhos, especialmente com o consumo de alimentos gordurosos, picantes e ricos em cafeína, que podem ser mal tolerados por algumas mulheres 2.
Durante a gestação, alterações hormonais e físicas aumentam a probabilidade de surgimento da azia, principalmente em mulheres com predisposição a problemas gástricos. Para muitas, esse é o primeiro contato com esse tipo de desconforto 2.
Quais são as causas da azia na gravidez?
As variações hormonais, o aumento do útero e o relaxamento do esfíncter esofagiano são as principais causas. Esses fatores facilitam o retorno do conteúdo ácido ao esôfago, principalmente após as refeições, o que provoca a queimação da azia, além de desconforto e sensação de refluxo ao longo da gravidez 2,3.
Entenda melhor!
Variações hormonais
As variações hormonais provocam diversas mudanças que interferem em processos fisiológicos, como a digestão e a tolerância aos alimentos 2.
O aumento dos níveis de progesterona, por exemplo, prepara o corpo para o parto, mas também pode favorecer o relaxamento do esfíncter, que é a válvula feita de tecido muscular que divide o esôfago e o estômago 2,3.
Outra alteração é a desaceleração da digestão, que prolonga o tempo de esvaziamento gástrico e pode causar inchaço, azia e constipação, já que o trânsito no intestino delgado fica mais lento 2.
Aumento do útero
A principal mudança na gravidez é o aumento do útero. À medida que o bebê cresce, a barriga aumenta, e os órgãos são empurrados para cima na cavidade abdominal 2.
Esse movimento aumenta a pressão, especialmente sobre o estômago, o que facilita a ocorrência do refluxo ácido e, consequentemente, da azia 2.
O sintoma tende a se intensificar no terceiro trimestre, etapa final da gestação, quando o bebê e o útero ficam maiores 2.
Relaxamento do esfíncter esofagiano
O relaxamento do esfíncter esofagiano ocorre sob influência da progesterona, que interfere na capacidade da válvula de vedar a passagem para o estômago 2.
Essa alteração provoca azia nas gestantes, pois o conteúdo do estômago, rico em substâncias digestivas ácidas, retorna para o esôfago, o que intensifica a sensação desagradável de queimação na garganta 2.
Como aliviar a azia na gravidez?
O uso de antiácidos com orientação médica é uma das formas mais rápidas de aliviar a azia durante a gestação. Além disso, ajustar a alimentação, evitar o consumo de alimentos gordurosos e não se deitar após as refeições ajuda a reduzir os sintomas e prevenir novos episódios 1.
Entre os medicamentos mais utilizados estão os antagonistas do receptor H2 e os inibidores da bomba de prótons. Os antiácidos à base de cálcio e magnésio costumam apresentar bom perfil de segurança, mas o uso deve sempre ser acompanhado por um médico para preservar a saúde da mãe e do bebê 1.
Grávidas podem tomar Engov?
O medicamento não é indicado para gestantes devido à ação estimulante da cafeína, presente na formulação, sobre o sistema nervoso central. Portanto, se for necessário usar um remédio para azia, é essencial consultar o médico para saber qual é o mais indicado e qual a dosagem segura 7.
Lembre-se: não se automedique, especialmente durante a gravidez. Mantenha contato direto com o seu médico para saber como aliviar a azia de maneira segura 1.
Entretanto, a prevenção costuma ser o melhor caminho para evitar quadros de azia durante a gestação. Com algumas medidas simples, é possível cuidar melhor da saúde durante esse período. Confira a seguir!
Como prevenir a azia na gravidez?
As dicas de prevenção incluem 4-6:
- Elevar a cabeça ao dormir ajuda a reduzir o refluxo noturno;
- Evitar alimentos picantes, cítricos e muito temperados diminui a irritação do esôfago;
- Reduzir frituras e gorduras facilita a digestão e evita desconfortos;
- Manter uma alimentação equilibrada contribui para o controle dos sintomas;
- Fazer refeições menores ao longo do dia evita sobrecarga no estômago;
- Evitar bebidas com cafeína e gás reduz a irritação e o inchaço abdominal.
Entenda!
1. Elevar a cabeça ao dormir reduz o refluxo noturno
Dormir com a cabeça levemente elevada ajuda a impedir que o conteúdo ácido do estômago retorne ao esôfago durante a noite 5.
Além disso, deitar-se preferencialmente sobre o lado esquerdo favorece a posição do estômago, reduz a pressão interna e contribui para diminuir episódios de azia e desconforto durante o sono 5.
2. Evitar alimentos picantes e cítricos reduz a irritação
Alimentos picantes, temperos fortes e frutas cítricas podem irritar o esôfago e intensificar a sensação de queimação. Durante a gestação, o organismo tende a ficar mais sensível a esses estímulos 6.
Assim, reduzir ou evitar esses itens na dieta ajuda a prevenir crises de azia e melhora o conforto digestivo ao longo do dia 6.
3. Reduzir frituras e gorduras melhora a digestão
Alimentos ricos em gordura permanecem mais tempo no estômago, o que torna a digestão mais lenta e aumenta a chance de refluxo. Esse processo favorece sintomas, como azia, inchaço e sensação de peso 6.
Portanto, optar por preparações mais leves contribui para um melhor funcionamento digestivo e reduz o desconforto durante a gestação 6.
4. Manter uma alimentação equilibrada ajuda no controle dos sintomas
Uma alimentação equilibrada contribui diretamente para o bom funcionamento do sistema digestivo. Gestantes devem priorizar alimentos ricos em fibras, proteínas magras e opções com baixo teor de gordura, para reduzir a ocorrência de azia 4.
Além disso, um acompanhamento nutricional pode orientar escolhas mais adequadas para cada fase da gestação 4.
5. Fazer refeições menores ao longo do dia evita sobrecarga
Consumir grandes volumes de alimento de uma só vez aumenta a pressão no estômago, o que favorece o refluxo ácido 5.
Durante a gestação, esse efeito pode ser ainda mais intenso. Dividir a alimentação em pequenas porções ao longo do dia facilita a digestão, reduz desconfortos e contribui para manter a energia e o bem-estar 5.
6. Evitar bebidas com cafeína e gás reduz desconfortos
Bebidas com cafeína, como café e alguns chás, podem irritar o estômago e estimular a produção de ácido. Já as bebidas gaseificadas aumentam a distensão abdominal e favorecem o refluxo 4.
Para prevenir episódios de azia e ter uma digestão mais confortável durante a gravidez, a dica é evitar ou reduzir o consumo desses líquidos 4.
FAQ
Azia na gravidez pode prejudicar o bebê?
Não. A azia é um desconforto comum na gestação e não afeta diretamente o bebê. O sintoma está relacionado a mudanças hormonais e físicas no corpo da mãe. No entanto, quando é intensa ou frequente, pode impactar o bem-estar materno e exigir orientação médica para controle adequado 1-3.
Em que fase da gravidez a azia é mais comum?
Esse desconforto é mais comum no segundo e, principalmente, no terceiro trimestre da gestação. O quadro ocorre devido ao crescimento do útero e ao aumento da pressão sobre o estômago, que favorecem o refluxo ácido. As alterações hormonais também contribuem para o surgimento do sintoma 2,3.
Existe posição ideal para dormir e evitar azia?
Sim. Dormir com a cabeça levemente elevada ajuda a evitar o retorno do ácido ao esôfago durante a noite. Além disso, deitar-se sobre o lado esquerdo do corpo reduz a pressão sobre o estômago e contribui para diminuir episódios de azia e refluxo durante o sono 5.
Cuide da sua saúde na gestação com mais conforto e segurança
Ao longo da gestação, cuidar da alimentação, da rotina e dos hábitos diários faz toda a diferença para evitar desconfortos, como a azia, e preservar o bem-estar. Como vimos, pequenas mudanças no dia a dia já ajudam a reduzir os sintomas e melhorar a qualidade de vida 3-6.
Além disso, é fundamental evitar a automedicação, pois mesmo medicamentos comuns podem trazer riscos nesse período 1.
Portanto, qualquer tratamento para azia na gravidez precisa da orientação de um profissional de saúde. Priorizar acompanhamento médico e escolhas conscientes é o melhor caminho para uma gestação mais tranquila e segura 1.
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Engov. Maleato de mepiramina, hidróxido de alumínio, ácido acetilsalicílico e cafeína. Indicação: alívio dos sintomas de dores de cabeça e alergias. MS 1.7817.0093. ESTE MEDICAMENTO É CONTRAINDICADO EM CASOS DE SUSPEITA DE DENGUE. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Março/2026.
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Engov
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