A acidez no estômago costuma aparecer nos momentos mais comuns do dia a dia: depois de uma refeição pesada, no fim de um dia estressante ou até após aquele exagero no fim de semana. A sensação de queimação surge de repente e pode atrapalhar a rotina 1,2.
Nessas horas, muita gente pensa que o ideal é eliminar esse ácido do organismo para aliviar o mal-estar. Mas será que esse é o caminho certo? Afinal, o corpo precisa dessa substância para funcionar bem, mas o problema está no excesso e no desequilíbrio 1,2.
A seguir, entenda por que esse ácido é essencial, o que leva ao aumento dos níveis e como ajustar seus hábitos para evitar desconfortos. Continue a leitura e descubra como cuidar melhor do seu corpo!
Resumo
- A acidez estomacal é essencial para a digestão, mas o excesso pode causar azia, queimação e desconforto abdominal 1,2.
- A relação entre acidez e pH mostra que, quanto menor o pH, mais ácido é o ambiente, o que favorece a digestão e a proteção contra microrganismos 1,3,4.
- Alimentação inadequada, estresse, tabagismo e uso excessivo de medicamentos podem desregular a produção de ácido gástrico e intensificar os sintomas 9,12.
- Não é necessário eliminar a acidez do estômago, mas sim regular seus níveis para manter o equilíbrio digestivo e evitar desconfortos 12,13.
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O que causa a acidez no estômago?
Hábitos alimentares, como consumo de alimentos gordurosos e industrializados, estilo de vida, tabagismo, estresse, cansaço e uso excessivo de medicamentos. Embora a cavidade estomacal seja naturalmente ácida, esses fatores estimulam a produção de ácido, desregulam o equilíbrio digestivo e favorecem sintomas, como azia, queimação e desconfortos gastrointestinais recorrentes 9-12.
Confira a seguir os principais motivos dessa alteração.
Alimentação
O tipo de alimentação influencia diretamente a acidez estomacal, pois alguns alimentos ativam mais as células secretoras de ácido, o que pode desregular a secreção ou favorecer o refluxo ácido 9.
Os alimentos que aumentam a resposta ácida são 9:
- abóbora;
- alimentos gordurosos;
- alimentos industrializados;
- cebola;
- chocolate;
- fritura;
- frutas ácidas (abacaxi, acerola, ameixa, amora, caju, laranja, limão, morango, pêssego, tangerina, uva) ou verdes;
- melancia;
- peixes oleosos, como salmão;
- pepino;
- picles;
- pimenta;
- pimentão;
- produtos derivados do trigo;
- queijo;
- rabanete;
- vinagre.
O consumo de leite, álcool, bebidas com gás (refrigerantes) e cafeinadas (café e alguns chás) também pode intensificar a acidez 9.
Além disso, o volume da refeição influencia não só a quantidade de ácido, como também favorece a azia e o refluxo, pois o estômago distende para acomodar a comida, o que pressiona e relaxa o esfíncter esofagiano 9.
Dessa forma, o conteúdo altamente ácido do estômago retorna para o esôfago e, às vezes, chega até a garganta 9.
Esse efeito pode ser pontual, devido ao excesso de comida, ou frequente. Para investigar o quadro, é fundamental observar alimentos que desencadeiam o refluxo para seguir uma dieta adequada e avaliar a possibilidade de doença do refluxo gastroesofágico 9.
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Hábitos e estilo de vida
Existem hábitos que causam problemas no trato digestivo, como o tabagismo. Um dos efeitos da nicotina é o relaxamento, pois a substância reduz o tônus muscular 10.
Porém, essa característica tem um efeito prejudicial: a diminuição da contração estomacal, o que prolonga o processo digestivo e aumenta a acidez do estômago 10.
A perda de tônus pode afetar o esfíncter esofagiano e favorecer o refluxo ácido e, consequentemente, o surgimento de azia, queimação e dor epigástrica 11.
Uma rotina estressante é outro fator que pode causar alterações gástricas, pois o sistema nervoso tem ligação com o processo digestivo. Dessa forma, o equilíbrio no dia a dia é fundamental para evitar problemas no estômago e um burnout, por exemplo 11.
Medicamentos
O uso frequente ou contínuo de alguns medicamentos pode interferir na acidez estomacal e provocar desconfortos gástricos 11.
Em algumas mulheres, as pílulas anticoncepcionais podem ter esse efeito, assim como os remédios para hipertensão. Os usuários devem observar a frequência dos sintomas e conversar com o médico sobre a substituição dos ativos 11.
O uso indiscriminado de anti-inflamatórios não esteroides (AINEs) para tratamento da dor, febre e inflamação também compromete a barreira de defesa formada pelo muco estomacal 12.
Assim, as chances de inflamação da mucosa aumentam, pois o ácido entra em contato com a parede do estômago, o que favorece a gastrite e a formação de úlceras 12.
O que é o ácido gástrico?
É uma substância que as células do estômago produzem, composta principalmente por ácido clorídrico, responsável por manter o ambiente ácido necessário à digestão. O ácido gástrico atua na quebra de alimentos, especialmente proteínas, e ajuda a eliminar microrganismos ingeridos, protegendo o organismo contra agentes nocivos durante o processo digestivo 1,5-7.
Para entender melhor como essa substância atua na prática, é importante observar o pH do estômago, que indica o nível de acidez desse ambiente.
Qual é o pH do estômago?
Em pessoas saudáveis, a média em jejum é de 2,16 +/- 0,09 em homens e 2,79 +/- 0,18 em mulheres. Ou seja, o ideal é que o ambiente esteja ácido para que ocorra a quebra adequada dos alimentos que consumimos ao longo do dia, especialmente das proteínas 1,3.
Qual é a escala de pH?
|
Faixa de pH |
Classificação |
Características |
Exemplos |
|
0 - 3 |
Muito ácido |
Alta concentração de ácido |
Suco gástrico, limão |
|
4 - 6 |
Ácido |
Ainda ácido, porém menos intenso |
Café, tomate |
|
7 |
Neutro |
Equilíbrio entre ácido e base |
Água pura |
|
8 - 10 |
Alcalino |
Baixa acidez, presença de bases |
Água com bicarbonato |
|
11 - 14 |
Muito alcalino |
Alta concentração de bases |
Sabão, produtos de limpeza |
Qual a relação entre acidez e pH do estômago?
A acidez está diretamente ligada ao pH do estômago, que indica a concentração de íons de hidrogênio. Quanto menor o pH, mais ácido é o ambiente. Em condições normais, o pH estomacal é baixo, o que favorece a digestão e a proteção contra microrganismos prejudiciais ao organismo 1,3,4.
Compreender essa relação ajuda a manter o equilíbrio do organismo e evitar desconfortos causados pelo excesso de acidez. Saiba mais a seguir!
Como eliminar a acidez do estômago?
Não é necessário eliminar, mas sim regular, pois o ácido é essencial para a digestão. Você pode manter o equilíbrio com alimentação adequada, redução do consumo de álcool, controle do estresse e uso pontual de medicamentos. O excesso, sim, deve ser controlado para evitar sintomas, como azia e desconfortos gástricos 12,13.
Como regular a acidez do estômago?
As melhores dicas são 2,13:
- evite alimentos irritativos e difíceis de digerir;
- reduza o consumo de bebidas alcoólicas;
- abandone o cigarro;
- faça pequenas refeições ao longo do dia;
- não se deite logo após comer;
- eleve a cabeça ao se deitar para evitar a azia noturna;
- use roupas que não apertam a região abdominal;
- utilize medicamentos pontualmente, como os antiácidos, para aliviar episódios ocasionais.
Ao adotar esses hábitos, você ajuda a manter o equilíbrio da acidez e o bom funcionamento do estômago. E, se precisar de apoio, pode contar com soluções que aliviam os sintomas de forma prática e segura, como Engov.
FAQ
Quais alimentos pioram a acidez estomacal?
Alimentos gordurosos, frituras, industrializados, chocolate, frutas ácidas, como limão e laranja, pimenta, pimentão, vinagre e bebidas com gás, álcool ou cafeína podem aumentar a produção de ácido e irritar o estômago. Assim, favorecem o refluxo e a queimação, especialmente quando consumidos em excesso ou perto do horário de dormir 9.
Estresse pode aumentar a acidez no estômago?
Sim. O estresse interfere no funcionamento do sistema digestivo e pode aumentar a produção de ácido no estômago, além de prejudicar o funcionamento adequado do órgão. Esse desequilíbrio favorece sintomas, como azia, queimação e desconforto, principalmente em rotinas intensas e períodos de maior desgaste emocional e físico 11.
Beber café piora a acidez no estômago?
Sim. Por ser uma bebida cafeinada, pode estimular a produção de ácido gástrico e irritar a mucosa do estômago. Essa característica favorece o surgimento de sintomas, como azia e queimação, principalmente em pessoas mais sensíveis ou quando o consumo é frequente ou em grandes quantidades 9.
Qual a diferença entre azia e acidez estomacal?
A acidez estomacal é o excesso de ácido no estômago, enquanto a azia é o sintoma causado por esse excesso, caracterizado pela sensação de queimação no peito ou na garganta. A azia geralmente ocorre quando o ácido retorna ao esôfago e provoca desconforto e irritação local 1,2.
Cuide da saúde do seu estômago em todos os momentos
A acidez no estômago é uma característica natural que, nos níveis adequados, garante um processo digestivo eficiente e sem desconfortos 12,13.
Para evitar problemas, é fundamental seguir uma dieta equilibrada no dia a dia, eliminar hábitos nocivos e, caso tenha um dia de excessos, buscar soluções seguras, como o uso de Engov comprimido 2,13,14.
O medicamento serve para aliviar a acidez estomacal, inclusive aquela que surge durante a ressaca, pois sua fórmula contém hidróxido de alumínio, um antiácido seguro que alivia o desconforto causado pela azia 14.
O segredo é utilizar a dose indicada na bula do remédio e respeitar a dose diária máxima, que é de quatro comprimidos. Se os sintomas gástricos continuarem, é fundamental buscar orientação médica para uma análise do seu caso 14.
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Engov. Maleato de mepiramina, hidróxido de alumínio, ácido acetilsalicílico e cafeína. Indicação: alívio dos sintomas de dores de cabeça e alergias. MS 1.7817.0093. ESTE MEDICAMENTO É CONTRAINDICADO EM CASOS DE SUSPEITA DE DENGUE. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Março/2026.
Sobre o autor
Dr. Márcio de Queiroz Elias
Trabalha na indústria Farmacêutica desde os anos 2000, vindo a atuar nas áreas de Saúde Feminina, Consumer Health, Clínica Geral, Pediatria, Dor e Inflamação, Reumatologia, Similares e genéricos.
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