ressaca de vinho

Cientificamente, existem muitas hipóteses, mas poucas evidências de que a ressaca de vinho seja pior do que a causada por outras bebidas alcoólicas, como cerveja ou destilados1.

Porém, como justificar a sensação de ter um sino da Capela Sistina ecoando na cabeça, provocando dor latejante e mal-estar generalizado2?

A lembrança já causa incômodo, não é? Quem já exagerou na quantidade de vinho, especialmente o tinto, sabe o quanto a ressaca pode ser marcante. Mas a boa notícia é que há formas de aliviar esses sintomas.

Continue a leitura para entender como o vinho deixa bêbado, se a ressaca de vinho realmente tende a ser mais intensa e confira os principais mitos e verdades sobre o que ajuda na ressaca de vinho.

Além disso, conheça o que é bom para a ressaca de vinho de verdade, descubra como favorecer a recuperação do corpo após o consumo com Engov e aprenda estratégias de tratamento complementar para ressaca e previna desconfortos futuros.

Resumo

  • A ressaca causada pelo vinho não é necessariamente pior que a de outras bebidas alcoólicas, mas fatores, como a presença de congêneres e conservantes, podem intensificar os sintomas1,5,6.
  • Os principais sinais incluem dor de cabeça, dor de estômago, náusea, fadiga, sede, tontura, mal-estar, sensibilidade à luz e ao som, irritabilidade e dificuldade para dormir4.
  • Cientificamente, não existe como curar a ressaca de vinho rápido, porém descansar, beber bastante água e manter uma alimentação leve ajuda na recuperação1.
  • Analgésicos podem aliviar a dor de cabeça e as dores no corpo, desde que utilizados com moderação e na dose recomendada4.

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Boa leitura!

Vinho deixa bêbado?

Sim. Quando consumida em excesso, a bebida pode causar embriaguez, pois apresenta teor alcoólico moderado, geralmente entre 12,5% e 15%, conforme a variedade. Após a ingestão, o álcool é rapidamente absorvido e distribuído pela corrente sanguínea, afetando o cérebro, o estômago e o fígado1,3.

Ao alcançar o cérebro, o etanol afeta o sistema nervoso e altera a ação dos neurotransmissores, causando prejuízo neurocognitivo temporário, além de sensações como relaxamento, euforia e perda de coordenação motora1.

Por isso, controlar tanto a quantidade quanto a velocidade de consumo é essencial. Além disso, a composição da bebida, como você verá nos próximos tópicos, contém substâncias que podem intensificar os sintomas da ressaca3.

Entre esses componentes, destacam-se os taninos e a quercetina, que podem dificultar o metabolismo do álcool pelo organismo, sobrecarregando processos envolvidos na eliminação de seus subprodutos e na recuperação do corpo3.

Que o consumo excessivo provoca embriaguez já era esperado, certo? Mas será que a ressaca de vinho é realmente mais intensa por causa desses fatores? Descubra no próximo tópico.

Leia também: Quanto tempo o álcool fica no corpo? Veja como se recuperar

Ressaca de vinho é pior?

Não é necessariamente pior do que a causada por outras bebidas alcoólicas. A intensidade dos sintomas está associada a fatores como volume ingerido, velocidade do consumo, estômago vazio e nível de hidratação antes e após beber. Esses aspectos determinam o grau de intoxicação por álcool e o mal-estar posterior1.

O teor alcoólico indica a concentração de álcool da bebida. Quanto maior for o valor, mais rápido ocorre a embriaguez. Um vinho tinto leve possui, em média, 12,5% de álcool; um Merlot, entre 13% e 14,5%; e tipos mais encorpados, como Shiraz e Malbec, ultrapassam 15%1,3.

Além disso, a rapidez no consumo intensifica os efeitos do álcool. Beber várias taças em pouco tempo aumenta a concentração de etanol no sangue e a intoxicação1.

O volume total também influencia. Embora o vinho seja consumido lentamente, uma noite longa pode elevar significativamente o teor alcoólico no organismo1.

Fatores individuais, como gênero, porte físico e tolerância ao álcool, interferem na intensidade da ressaca e na recuperação do corpo1.

Relatos de que o vinho causa ressacas mais severas motivaram diversas pesquisas para entender suas possíveis causas. Confira a seguir.

Quais os sintomas da ressaca de vinho?

A ressaca manifesta sintomas típicos, que indicam a reação do organismo ao excesso de álcool e variam conforme a quantidade consumida e a sensibilidade de cada pessoa. Entre os principais estão4:

  • dor de cabeça;
  • náusea;
  • fadiga;
  • sede;
  • tontura;
  • sensibilidade à luz;
  • irritabilidade;
  • dificuldade para dormir;
  • amnésia;
  • mal-estar generalizado.

Os efeitos decorrem da intoxicação por álcool e seus metabólitos tóxicos, como o acetaldeído, que permanecem no corpo por horas após a eliminação do etanol4.

Leia também: Sintomas de ressaca: conheça os 4 principais e como aliviar.

Quais são os fatores que podem piorar a ressaca?

Os próprios componentes do vinho podem intensificar a ressaca. Pesquisas apontam que congêneres, conservantes e flavonoides influenciam a intensidade dos sintomas, como dor de cabeça e azia, o que pode afetar o processo de recuperação do corpo no dia seguinte a um episódio de consumo excessivo5-7.

Entenda como esses elementos atuam no organismo.

Congêneres

Os congêneres são substâncias formadas durante a fermentação, responsáveis pelo aroma, sabor e cor da bebida, como aldeídos, ésteres, fúsel e taninos5.

A presença desses compostos é uma hipótese para explicar a intensidade da ressaca causada pelo vinho, embora os estudos ainda não sejam conclusivos5.

Uma pesquisa de 2013 sugeriu que o corpo demora mais para eliminar o álcool e seus subprodutos por precisar metabolizar os congêneres junto com o etanol5.

Conservantes

Os sulfitos, usados como conservantes, também podem contribuir para uma ressaca mais forte após o consumo de vinho6.

Pessoas alérgicas, sensíveis ou com asma têm maior probabilidade de sentir dor de cabeça e desconforto devido à presença desses componentes6.

Dor de cabeça

A dor de cabeça é um dos sintomas mais incômodos da ressaca. Taninos e flavonoides em alta concentração, especialmente no vinho tinto, podem estar relacionados ao quadro2.

Uma pesquisa recente destacou a quercetina, um flavonoide potente, capaz de inibir a enzima ALDH2, responsável por eliminar o acetaldeído. Assim, o composto se acumula no organismo e causa forte dor de cabeça7.

A combinação do álcool com a quercetina é o que potencializa o desconforto. Embora a substância também esteja presente em outros alimentos, a interação com o etanol amplifica o efeito7.

Mesmo com avanços, a ciência ainda não definiu com precisão os mecanismos da ressaca. Os estudos apontam tendências, mas as causas variam de pessoa para pessoa.

A seguir, descubra como determinados compostos produzidos durante a fermentação podem influenciar a intensidade dos sintomas da ressaca de vinho.

Por que o vinho tinto causa tanta dor de cabeça e azia?

A maior intensidade desses sintomas está relacionada à combinação de compostos naturais da uva e substâncias geradas durante a fermentação. A quercetina pode interferir no metabolismo do álcool, enquanto a histamina promove a dilatação dos vasos sanguíneos. Já o etanol irrita a mucosa gástrica, favorecendo desconfortos digestivos e cefaleias2,3,7.

Nesse contexto, a quercetina, um flavonoide natural presente na casca da uva, pode inibir temporariamente a enzima responsável por metabolizar o acetaldeído, subproduto tóxico do álcool7.

Como resultado, essa substância tende a se acumular no organismo, contribuindo para o surgimento de dores de cabeça durante a ressaca de vinho7.

Além disso, a histamina, encontrada em concentrações mais elevadas no vinho tinto, também pode intensificar esse sintoma, especialmente em pessoas sensíveis à substância2.

Nesses casos, podem surgir reações semelhantes às observadas em quadros alérgicos ou crises de enxaqueca2.

Já a azia está relacionada principalmente aos efeitos do álcool sobre o sistema digestivo. O etanol relaxa o esfíncter esofágico inferior, estrutura que separa o esôfago do estômago, facilitando o refluxo do conteúdo ácido para o esôfago e provocando a sensação de queimação1.

Leia mais: Como aliviar a azia imediatamente? Soluções simples e eficazes

O que ajuda na ressaca de vinho? Mitos e verdades

As práticas populares frequentemente apontadas como soluções para aliviar os sintomas após o consumo excessivo de álcool são: beber café, tomar banho gelado, seguir uma ordem específica entre as bebidas ou continuar bebendo no dia seguinte. No entanto, essas estratégias não têm eficácia comprovada para combater a ressaca4.

Descubra, a seguir, a verdade sobre essas estratégias para lidar com a ressaca de vinho.

Mito: tomar café preto ou um banho gelado pode curar a ressaca

Verdade: não existe cura imediata para a ressaca. A única forma de evitá-la completamente é não consumir álcool ou limitar a ingestão. Embora o café e o banho gelado possam aumentar a sensação de alerta temporariamente, não aceleram a recuperação do organismo4.

Mito: a ordem das bebidas influencia a intensidade da ressaca

Verdade: o principal fator associado à ressaca é a quantidade total de álcool consumida. Portanto, beber cerveja, vinho, destilados ou combinar diferentes bebidas tende a causar efeitos semelhantes quando a ingestão alcoólica é excessiva4.

Mito: beber mais álcool na manhã seguinte ajuda a evitar a ressaca

Verdade: apesar de poder aliviar alguns sintomas de forma temporária, essa prática não resolve o problema. Na realidade, pode prolongar a recuperação do organismo e aumentar a duração do mal-estar no corpo4.

Quer descobrir quais estratégias realmente ajudam na ressaca de vinho? Nos próximos tópicos, confira medidas que contribuem para a recuperação.

O que é bom para curar ressaca de vinho?

Não existe cura instantânea para a ressaca, independentemente do tipo de bebida. O corpo precisa de tempo para eliminar o álcool e seus resíduos, processo que leva cerca de 24 horas. Entretanto, alguns cuidados reduzem os sintomas, como descansar, beber água e manter uma alimentação leve1.

Para ajudar, siga estas orientações1:

  • descanse: dormir ou relaxar auxilia na recuperação. O corpo precisa de energia, portanto evite esforços físicos. Mesmo sem sono, permaneça em repouso;
  • hidrate-se: água, sucos naturais e água de coco combatem a desidratação causada pelo vinho. Caso haja enjoo, prefira gelo ou picolé;
  • alimente-se bem: comidas leves estabilizam o açúcar no sangue e repõem eletrólitos. Priorize torradas, frutas e caldos de fácil digestão. 

Agora que você já sabe como curar a ressaca de vinho, descubra o que tomar para a ressaca de forma segura e eficaz.

Ressaca de vinho: o que tomar para aliviar?

Durante a ressaca, o uso de medicamentos requer cuidado. Analgésicos aliviam a dor de cabeça e o desconforto muscular, mas devem ser usados com moderação. Evite paracetamol, pois pode deixar o fígado sobrecarregado. Tome anti-inflamatórios, como ibuprofeno ou naproxeno, com alimentos para proteger o estômago4.

Uma opção prática e segura é o Engov para ressaca, indicado para reduzir dor de cabeça, náusea, azia e mal-estar. O medicamento tem ação analgésica, antiácida e estimulante, auxiliando o corpo na recuperação8.

A dosagem recomendada é de um a quatro comprimidos por dia8.

Em caso de dúvidas sobre o que tomar para aliviar a ressaca do vinho, consulte o farmacêutico para receber orientações adequadas.

Leia mais: Para que serve Engov? Principais ativos + perguntas frequentes.

Como usar Engov no tratamento complementar para ressaca de vinho?

A linha Engov oferece duas opções que auxiliam no alívio dos sintomas. O Engov comprimido contém ativos que ajudam a aliviar dores de cabeça e desconfortos digestivos, enquanto o Engov After contribui para a hidratação e a reposição de eletrólitos perdidos durante o metabolismo e a eliminação do álcool8,9.

Entenda as diferenças entre os produtos e quando cada um pode ser utilizado.

Engov comprimido

Pode ser utilizado no dia seguinte ao consumo excessivo de álcool para auxiliar no alívio da dor de cabeça e da azia8. Sua fórmula combina analgésico e antiácido8, ajudando a reduzir a dor e a neutralizar o excesso de acidez estomacal, responsável pela sensação de queimação e desconforto digestivo.

Dose recomendada: até quatro comprimidos por dia, conforme as orientações da bula8.

Engov After

É uma bebida pronta para consumo, desenvolvida para auxiliar na reposição de líquidos, sais minerais e glicose9 perdidos devido ao efeito diurético do álcool, que aumenta a eliminação de água pelo organismo.

A fórmula também contém cafeína9, ingrediente que pode ajudar a reduzir a sensação de fadiga e aumentar a disposição no dia seguinte.

Dose recomendada: até duas garrafas por dia, conforme as orientações do fabricante9.

Leia mais: Engov After funciona pós-curtição? Conheça todos os efeitos

Como prevenir a ressaca?

É possível evitar a ressaca com mudanças no consumo. Beber com moderação, manter o corpo hidratado e alimentar-se antes do consumo são práticas que reduzem a absorção de álcool e previnem desconfortos no dia seguinte. Outras recomendações incluem1:

  • prefira vinho branco, que contém menos congêneres;
  • reduza o consumo ou experimente versões sem álcool;
  • beba devagar, permitindo que o corpo processe o etanol;
  • alimente-se antes para retardar a absorção do álcool;
  • intercale taças de vinho com água para evitar a desidratação.

Leia também: Drinks com energético: 7 opções sem álcool fáceis de preparar.

Kit Engov: resolve e recupera o corpo

A ressaca de vinho pode ser intensa, mas, com moderação, é possível apreciar a bebida sem prejudicar o organismo. Equilíbrio e consciência são as melhores formas de prevenção.

Então, não deixe o dia seguinte estragar os bons momentos da sua noite.

Conheça a linha completa de Engov e descubra o aliado perfeito para reidratar, reenergizar e afastar o mal-estar da ressaca.

Engov. Maleato de mepiramina, hidróxido de alumínio, ácido acetilsalicílico e cafeína. Indicação: alívio dos sintomas de dores de cabeça e alergias. MS 1.7817.0093. ESTE MEDICAMENTO É CONTRAINDICADO EM CASOS DE SUSPEITA DE DENGUE. SE PERSISTIREM OS SINTOMAS, O MÉDICO DEVERÁ SER CONSULTADO. Junho/2026.

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Sobre o autor

Engov

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Conheça o autor

1. C. Verster J, Stephens R, Penning R, Rohsenow D, McGeary J, Levy D, et al. The Alcohol Hangover Research Group Consensus Statement on Best Practice in Alcohol Hangover Research. Current Drug Abuse Review. 2010 Jun 1;3(2):116–26. Disponível em: https://www.researchgate.net/publication/45658907_The_Alcohol_Hangover_Research_Group_Consensus_Statement_on_Best_Practice_in_Alcohol_Hangover_Research. Acesso em outubro/2025.


2. Krymchantowski AV, da Cunha Jevoux C. Wine and Headache. Headache: The Journal of Head and Face Pain. 2014 May 6;54(6):967–75. Disponível em: https://headachejournal.onlinelibrary.wiley.com/doi/full/10.1111/head.12365. Acesso em outubro/2025.


3. Copestake N. Red Wine Alcohol Content: How Much Alcohol is in Red Wine? [Internet]. Coravin US. 2024. Disponível em: https://www.coravin.com/blogs/community/red-wine-alcohol-content-how-much-alcohol-is-in-red-wine. Acesso em outubro/2025.


4. Hangovers [Internet]. National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA). 2019. Disponível em: https://www.niaaa.nih.gov/publications/brochures-and-fact-sheets/hangovers. Acesso em outubro/2025.


5. Rodda LN, Beyer J, Gerostamoulos D, Drummer OH. Alcohol congener analysis and the source of alcohol: a review. Forensic Science, Medicine, and Pathology. 2013 Mar 3;9(2):194–207. Disponível em: https://www.academia.edu/12160223/Alcohol_congener_analysis_and_the_source_of_alcohol_a_review. Acesso em outubro/2025.


6. Vally H. Role of sulfite additives in wine induced asthma: single dose and cumulative dose studies. Thorax. 2001 Oct 1;56(10):763–9. Disponível em: https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC1745927/. Acesso em outubro/2025.


7. Devi A, Levin M, Waterhouse AL. Inhibition of ALDH2 by quercetin glucuronide suggests a new hypothesis to explain red wine headaches. Scientific Reports [Internet]. 2023 Nov 20;13(1):19503. Disponível em: https://www.nature.com/articles/s41598-023-46203-y. Acesso em outubro/2025.


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